quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Histórias de um iluminado
Ficou também por esclarecer três aspectos essenciais á cerca desta espécie de inquisição dos comes e bebes:
Porque é que é a única organização de fiscalização alimentar que é uma força policial?
Porque é que tem membros a ter treino militar?
Conclui-se também a partir das respostas que o Sr. "Moral e Bons Costumes", que a ASAE tem usado dum brutal e excessivo Zelo na forma de aplicação da lei (basta pensar que cerca de 80% dos processos são ganhos pelos réus), demonstrando como o sr. Presidente insinuou "falta de bom senso"; bem como uma sede de fama e gloria, obtida através de megamediatização das operações, coisa muito pouco saudável em qualquer força de segurança.
Por isto tudo senhor ASAE, demita-se!!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Aínda bem que os há com os pés assentes na terra...
Em primeiro lugar, eu acho que o movimento geral em termos dos Estados-membros da União Europeia (UE) de escaparem ao referendo não é característico de Portugal, é algo de mais geral e tem um efeito perverso. Significa que para os actuais governantes dos países europeus a UE já não é um projecto que envolve cidadãos e povos, para ser um projecto clássico que envolve Governos e Estados.
A diferença entre o Tratado Constitucional e o Tratado de Lisboa é como quando se tem um filho chamado Francisco no registo civil a quem tratamos por Chico em casa.
Mas creio que a UE ainda vai pagar caro este despudor que foi a assunção de que este novo tratado foi feito para escapar aos referendos. Isto é uma artimanha! Como artimanha, os cidadãos dão-se conta de que estamos num mundo sofístico, que torna a realidade muito mais difícil de domesticar em caso de crise.
É bom saber que ainda á "euroforicos" que vivem no mesmo planeta que eu...
sábado, 12 de janeiro de 2008
Leitura do mês
“Gallia omnia divisa in partes três”. A Gália encontra-se dividida em três partes. Assim começa “A da guerras das Gálias” de Júlio César. Através duma brilhante prosa, César descreve-nos os vários aspectos da Gália: o seu clima, os seus povos e os seus costumes. Depois através dos olhos deste colosso da história vemos como se passou a conquista da Gália ao pormenor: as batalhas, as alianças, os heroísmos, as grandes vitorias, as traições e os massacres. Também temos uns vislumbres dos motivos que levam César a marchar sobre Roma.
Mas o mais interessante sem duvida é o narrador em si: estranho homem este que descendente duma família patrícia, tratava os seus soldados por “camaradas” (que tinham por ele uma devoção que roçava o fanatismo), e combatia com eles na linha da frente. Mas César não era só o general. Havia mais facetas: César o politico, César o escritor, César o advogado. Em todas estas ele brilha, e da lei da morte se liberta.
Um homem extremamente avançado para a época e com uma visão grandiosa do mundo e da sociedade, acabou por entrar em choque com a visão estática e mesquinha do mundo, vigente na facção dominante do senado romano da altura: os “Optimates” ou partido oligárquico. Este choque de visões, tempos e de mundos acabaria por levar à guerra civil, da qual César emergiria triunfante como senhor absoluto de Roma.
Acima de tudo esta obra é uma lição brutal de politica e da estratégia, lição que nos é dada por o maior especialista de todos os tempos nas matérias em causa. Recomendo.
Desmancha-prazeres...
Está tudo aos pulos de felicidade com a decisão do governo de construir o aeroporto em Alcochete: “É uma vitoria sobre a politica despesista!” “É o fim da politica do betão!”.
Se os meninos parassem para pensar e fizessem umas continhas percebiam que a redução dos custos da Ota (essa obra faraónica) para Alcochete (essa obra mesmo barata), são menos de 4%.
E se ainda fizessem outra continha, percebiam que a opção portela +1 levava a uma redução de custos de 70,5% em relação á Ota, e de 69.4% em relação a alcochete .
Já não estamos tão felizes pois não?
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
A vitoria de Pirro dos Iluminados
Entretanto a TSF anuncia que não haverá referendo, e os "eurofóricos" abrem o champanhe, não tendo consciência que devido á sua irresponsabilidade, podem muito bem estar a lançar as sementes da destruição da Europa. Efectivamente o efeito de uma ausência de consulta popular ao tratado, levará á fraca legitimidade deste aos olhos das população , e por consequência os vários governos nacionais, que se seguiram a estes, não hesitaram em rasga-lo caso isso faça parte dos seus interesses.
Os Euroforicos comemoram uma vitoria; só não sabem que é uma vitoria de Pirro.
Engenheiros e Arquitectos um antepassado comum?
Marcus Pollius Vitruvius, nascido em 80 AC, foi um engenheiro, arquitecto e escritor romano. Serviu no exército de Júlio César, na Hispânia e na Gália onde contribuiu para a construção de maquinas de guerra, fortalezas e outras obras militares. Neste período, a sua obra de engenharia mais brilhante, foi sem duvida a construção duma ponte sobre o rio Reno , em pouco mais duma semana, cujos os alicerces ainda hoje existem. Também se distinguiu bastante no campo da engenharia hidráulica.
A sua obra mais importante é sem duvida o seu livro “Da Arquitectura” que constitui , um importante manual de arquitectura e engenharia civil (devemo-nos lembrar que à época ambas as disciplinas eram muito pouco diferenciadas). O livro encontra-se dividido em dez volumes tratando cada um os seguintes assuntos:
1) Planeamento, arquitectura ou engenharia civil em geral, e as qualificações necessárias a um arquitecto, ou engenheiro civil.
2) Materiais
3) Templos e ordens arquitectónica
4) Continuação do livro 3
5) Edifícios Públicos
6) Edifícios Privados ou habitacionais
7) Pavimentos
8) Sistemas de abastecimento de água (hidráulica).
9) Ciências que influenciam a arquitetura ou engenharia civil (geometria, astronomia matemática etc.)
10) Uso e construção de máquinas (Este capitulo é mais para os engenheiros mecânicos)- maquinas de guerra, gruas, pneumática etc.
Também o que nos fica na mente desta obra é as três características necessárias a uma estrutura – firmitas, utilitas, venustas- força (parte estrutural), utilidade e beleza (parte estética).
Neste homem, arquitectos e engenheiros tem um antepassado comum tendo os arquitectos herdado a estética e os engenheiros tudo o resto.